ROTEIRO: passeio Acerolândia – Paudalho/PE

Um domingo de sol, um passeio de moto, um destino simples, porém perfeito! Pegar estrada com os amigos é sempre bom e quando o destino traz em seu Roteiro um passeio encantador, tudo faz sentido e as boas lembranças ganham a eternidade.

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A Acerolândia fica à beira da BR 408, em Paudalho, Pernambuco. Para quem segue de Recife, fica do lado esquerdo da rodovia. Pouco mais de 45 km partindo da capital pernambucana. Menos de uma hora indo de carro ou moto. Sem pressa, curtindo a paisagem, a estrada, o vento no rosto, rumo a um lugar super simpático da região e que abriga delícias da terra e muitas histórias para os visitantes de passagem.

O lugar é simples, mas muito aconchegante; mesas e cadeiras de troncos de árvores fazem parte da decoração do espaço, que divide com diversos animais pequenos um ambiente rústico e agradável. A lanchonete oferece diversos itens para quem deseja fazer uma boquinha antes de continuar a viagem. A coxinha de massa de batata, por exemplo, é uma delícia!

O carro chefe, como o próprio nome sugere, são os saborosos produtos feitos com a Acerola – fruta tropical, geralmente, de cor vermelha quando madura, rica em vitamina C, dela são oferecidos, dentre outras iguarias, o suco feito na hora e o famoso picolé de acerola e mel, especialidade do lugar. Difícil é pedir apenas um. E, pensando nisso, há a opção de levar para casa picolés da fruta. O local também comercializa cachaças, pastas, geléias, sorvetes, polpas e até mudas e sementes.

O “Museu Seu Alcindo – Rural e Contemporâneo”, que fica atrás da lanchonete, vem para ratificar a influência da vida do campo na harmonia do lugar. Lá a gente encontra desde pilão para moer o café ou milho à telefones de mil novecentos e bolinhas… rádio gravador de toca-fitas, cabaças, televisores de tubo etc. É interessante [e engraçado] ver a evolução das coisas, tanto na área rural como da vida urbana.

Para quem vai com criança, a distração fica por conta da criação de alguns animais, como, coelhos e preás, que eles mantêm. Quem quiser pode levar um bicho para casa pagando os valores estipulados.

No quintal, bastante arborizado, ainda podemos conhecer alguns dos ícones da vida campestre, como uma autêntica casa de taipa, construída e decorada como se moradores habitassem o local, e uma capelinha, também de pau a pique, retratando um cenário real do povo interiorano.


Se você já fez este Roteiro e tem algo a acrescentar, estamos ansiosos pela sua contribuição – deixe um comentário ou escreva para roteirode3dias@gmail.com . Se você ainda não foi, sempre é hora de pegar estrada e quando retornar não se esqueça de passar aqui e deixar seu registro. Bom passeio!

ROTEIRO: passeio Cabana de Taipa – Vitória de Sto. Antão/PE

Neste passeio contamos um pouco de um dos destinos mais saborosos de Pernambuco, a Tapiocaria Cabana de Taipa.

A Cabana de Taipa fica às margens da BR-232, Km 38, no município de Vitória de Santo Antão, Zona da Mata de Pernambuco. A tapiocaria fica a pouco mais de 40 quilômetros da capital pernambucana no sentido Caruaru e o acesso é rápido e tranquilo, pois a via é duplicada e em bom estado; em menos de 1h é possível fazer este trajeto de carro.

Neste contexto, beirando a rodovia que ganhou até Rota de pontos turísticos e da gastronomia – Guia Sabores Rota 232, foi que, em 2006, nasceu a primeira Tapiocaria da BR-232, “quando numa pequena barraca o projeto de se trabalhar com tapiocas foi o início de tudo”, como afirma o empreendimento em sua página na internet.

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Rumo à Cabana de Taipa!

Há algum tempo queríamos parar naquele lugar que sempre nos chamava a atenção quando passávamos por ali, tanto porque adoramos nossa comida regional, mas também por estes lugares rústicos sempre empregarem um charme todo especial no servir e, certamente, na qualidade das comidas.

 

Conseguimos [os irmãos] agendar para ir no domingo, dia dos pais; bem cedinho saímos com a família para aproveitar o café da manhã no Cabana. O local é muito agradável e de fácil acesso; o estacionamento é amplo e por ser um local com uma rotatividade grande dificilmente haverá problemas para parar seu veículo. A decoração do restaurante é um dos pontos fortes da visita, desde a fachada – que faz referência às casas do interior, até os objetos antigos que ficam à mostra e a própria simplicidade do local. Tudo em perfeita harmonia com a proposta do lugar.

Logo na entrada uma lojinha com artigos da região: doces, cachaças, bolos, bolachas, dão ao visitante que não tem a intenção de permanecer para uma refeição a possibilidade de levar alguma iguaria para degustar no passeio ou uma lembrança do local; um item para presentear um amigo ou familiar.

No restaurante, o estilo rústico prevalece nas mesas, cadeiras, vestimentas e nos utensílios onde são servidas as comidas. Para o som ambiente, músicas regionais deixam a estadia ainda mais aconchegante. No cardápio – a parte mais importante e fundamental da nossa visita, variadas opções de comida regional, como, cuscuz recheado, macaxeira, inhame/cará, pamonha com queijo coalho na chapa, tapiocas de diversos sabores, chocolate quente/frio, sucos, cafés etc. Para quem vai almoçar o cardápio não deixa a desejar e contempla: dobradinha, feijoada, guisado de boi, buchada, entre outras gostosuras da culinária pernambucana.

As comidas são servidas no formato self-service por peso e apresentam valores razoáveis; os atendentes foram bem prestativos e saímos de lá muito satisfeitos com o passeio e, especialmente, com a comida servida – “butemu nosso cumê e  saímo de bucho cheio!” [rs]

O restaurante funciona de segunda a sábado, das 6h às 17:20h e aos domingos das 6h às 17h. São servidos café da manhã, almoço e lanches.

Se você também já visitou este local e tem algo a acrescentar sobre o Passeio, deixe seu comentário. Em caso de mais informações não hesite em deixar seu registro ou escreva pra nós roteirode3dias@gmail.com e Boa Viagem!

ROTEIRO: Pedalando com Givaldo Jr. – Recife/PE

Nesta categoria contamos com a colaboração de leitores e amigos para apresentarmos algo novo, onde abrimos espaço para que todos os apaixonados por conhecer novos Roteiros possam deixar seus registros aqui sobre viagens e passeios e, assim, facilitar o compartilhamento de novos viajantes, lugares e olhares dos tantos destinos do nosso Brasil.

Iniciamos com nosso amigo Givaldo Jr. que nos traz um belíssimo e empolgante Roteiro natalino da cidade do Recife/PE que pode ser feito em qualquer época do ano, mas com as luzes de natal enfeitando o caminho fica ainda mais atraente, em especial se for sobre duas rodas de uma bicicleta.

Conte Sua Viagem…


Certa noite, lá para meados de 2002, voltando da faculdade de Turismo e dentro de um ônibus lotado, vi um grupo de ciclistas passando por nós e me chamou a atenção a alegria que eles pareciam sentir no momento e logo pensei: será que se eu estivesse ali chegaria mais rápido em casa? Naquele momento eu só queria saber de chegar logo em casa devido ao cansaço de um dia de trabalho e aulas.

Ainda demoraria oito anos até eu adquirir minha primeira magrela que resolvi chamar de Emma (sim, eu dou nome às coisas). A partir daí minha rotina começou a mudar, antes de bike2tudo procurei exaustivamente dicas de como pedalar com segurança, como pedalar em grupo, como me comportar no trânsito, itens de segurança etc.

O segundo passo foi procurar um grupo para iniciantes e aprender o máximo com eles, socializar e me divertir e foi aí que comecei a observar que quando estava em cima da bicicleta conseguia ver a cidade com um olhar que dentro do carro não tinha como prestar atenção. Foi então que surgiu a ideia de registrar esses momentos e os lugares que passava e que de carro dificilmente teria a chance de parar e apreciar a vista.

No fim de ano e com a cidade ainda mais linda, resolvi divulgar alguns lugares que podem ser vistos de forma diferente tanto pela iluminação natalina quanto por estar em uma bicicleta. Seja uma praça, uma árvore, uma ponte, uma flor, alguns lugares simplesmente são mais atraentes sobre duas rodas. Não importa de qual ponto da cidade você vai sair, sempre dá para chegar lá de bike e pode confiar: algumas vezes você chegará bem mais rápido e mesmo nos dias que não chegar mais rápido com certeza chegará mais feliz.

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O roteiro natalino registrado passou pelos bairros do Derby, Recife Antigo, Rosarinho e os demais momentos que vamos mostrar contempla também o Parque 13 de maio, o Cais da Rua da Aurora, o Monumento Tortura Nunca Mais, entre outros. Como registro os momentos entre a ida e a volta para o trabalho você também não precisa se preocupar em passar por todos esses lugares de uma só vez, até porque alguns funcionam melhor à noite e outros durante o dia.

Quartel do Derby

O primeiro local visitado foi a árvore de natal do Quartel do Derby. A árvore desse ano foi elaborada com diversas mudas de plantas, possui sustentação e enfeites totalmente recicláveis e chega a medir 10 metros de altura. Além de toda a beleza das cores ainda tivemos uma bela iluminação que fez com que as cores ficassem ainda mais vibrantes.

Memorial de Medicina PE

Saindo de lá podemos aproveitar para visitar o Memorial de Medicina de Pernambuco que em alguns dias do mês de dezembro esteve também iluminado, tornando toda aquela área do Derby uma atração bem agradável aos olhos de quem passa por lá.

Seguindo a rota natalina ainda podemos passar na já tradicional Praça do Entroncamento e saindo de lá podemos seguir direto para a Praça do Rosarinho que, mesmo tendo uma decoração simples em apenas uma árvore, me chamou a atenção por ser toda feita de CDs e garrafas pet.

Caso sua preferência de pedalada seja em um horário ainda com o sol brilhando sugerimos um passeio partindo do Parque 13 de Maio até o Recife Antigo, passando por atrações turísticas da cidade como o enorme Caranguejo da Rua da Aurora em homenagem ao movimento musical Manguebeat, as diversas Pontes da “Veneza Brasileira”, Teatro Santa Isabel e Monumento Tortura Nunca Mais.

O Recife Antigo por si só já é um dos lugares mais bonitos da cidade e se for visitado em um domingo fica ainda melhor já que a impressão que se tem é de estar num enorme quintal onde todos se divertem com atrações para todos os gostos literalmente.

Por fim, deixo aqui listado seis (de muitos) motivos para você começar a pedalar: 

  1. Te deixa feliz: quando a pessoa pedala, libera endorfinas que contribuem para um relaxamento muscular e faz com que você se sinta mais animado ao longo do dia.
  2. Economia de Tempo: em um percurso de 10km você levaria aproximadamente 45 minutos em um ritmo bem tranqüilo, coisa que de carro em horário de pico pode levar bem mais tempo que isso.
  3. Economia de dinheiro: por mais que os preços das bicicletas estejam um pouco mais caros ultimamente o investimento continua valendo à pena, pois é praticamente um investimento único, uma vez que seu gasto será apenas com alguns acessórios e manutenção. Com a gasolina cada vez mais cara [beirando os R$ 4,00] deixar o carro em casa e ir de bicicleta para o trabalho pode dar um bom saldo no fim do mês.
  4. Forma melhores motoristas: isso mesmo. Muitos ciclistas são motoristas na maior parte do tempo e isso nos torna mais civilizados quanto a segurança, distância, cruzamentos, uso de setas, buzinas etc.
  5. Não polui o meio ambiente: o motor da bicicleta são as pernas do ciclista, então você pode sair pedalando por aí sem preocupação de poluir o ar dos seus filhos, netos…
  6. Ajuda a emagrecer: combinada com uma dieta mais saudável, pedalar pode ser uma boa para quem quer perder peso.

Bem gente, espero que tenham gostado das dicas e da leitura até aqui, deixem seus comentários e sugestões para que possamos buscar sempre melhorias para o blog e só para fechar, #BoraPedalar ?


Se você é como Givaldo Jr. e também gosta de traçar Roteiros super legais pela sua cidade, fez uma viagem ou passeio que acha interessante contar pra gente ou, ainda, tem algo a acrescentar sobre este post, deixe seu comentário ou escreva pra nós  roteirode3dias@gmail.com que Contaremos Sua Viagem e juntos ajudaremos muitas outras pessoas a fazer uma Boa Viagem!

ROTEIRO: 3 dias no Rio de Janeiro/RJ

Berço do samba e de lindas canções / Que vivem n’alma da gente / És o altar dos nossos corações / Que cantam alegremente

Terrinha que me deu as boas vindas no meu primeiro choro. Isso mesmo! Sou carioca da gema, nascido no bairro das Laranjeiras, mas não torço pelo Flu e minha intimidade com o Rio de Janeiro fica só no nascimento e nos familiares que estimo que moram lá. Vim para o Recife muito pequeno com a minha Mãe e, hoje, sou Recifense com muito orgulho.

Contudo, não posso negar minha simpatia e encantamento à “Cidade Maravilhosa”. Comumente conhecida como Rio, a cidade fluminense é a principal rota turística dos estrangeiros na América Latina, sendo um importante centro econômico do país e reconhecida internacionalmente pelas suas paisagens e monumentos culturais.

Algumas imagens negativas do Rio circulam fortemente dentro e fora do país relativas ao tráfico de drogas e todo seu enredo, mas, embora seja um tema real, nosso intuito não é abordar esse lado da cidade, pelo contrário, vamos tentar mostrar que estes fatos não apagam, tampouco diminuem, o brilho da cidade e que nós podemos ir ao Rio, ser turista e turistar sem problemas! Como fizemos em nosso Roteiro.

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Viajamos no período da semana santa, por isso aproveitamos para pegar vôo na quinta-feira após o expediente do trabalho para desfrutar um pouco mais do Roteiro. Foi a primeira viagem de avião da pequena Sophia que na época completava 8 meses de vida, portanto não tivemos problemas com relação à viagem porque, ainda bebê, nossa filha tinha bastante experiência em dormir.

Descemos no aeroporto do Galeão por volta das 22:30h e seguimos direto para nosso apartamento em Copacabana. Exatamente, Co-pa-ca-ba-na! Nesta viagem ficamos em um apartamento na Av. NSª de Copacabana, copacabana_ (1)esquina com a Av. Princesa Isabel com vista para o mar [Todo mundo se sentiu da nata carioca! rs]. Na verdade, o apartamento é da nossa amiga Regina Pinheiro, uma excelente anfitriã que negociou o seu cantinho para que desfrutássemos nossa estadia no coração da zona sul.

Chegando em “casa” [pois foi assim que nos sentíamos], como bons turistas fomos dar um breve passeio nos arredores e neste momento encontramos O Crack do Galeto, barzinho super simpático, nada de ostentação, do jeito que estávamos procurando, só para degustar um chopp ou uma caipirinha e comer um petisco antes de dormir. Ficamos pouco tempo, já que logo cedo teríamos que trilhar nosso Roteiro. Mas a volta era certa àquele balcão.

 

 

1º DIA“Copacabana princesinha do mar…”

 

Um céu lindo, azul, de sol intenso. Foi assim que o Rio nos deu bom dia e logo respondemos ao seu chamado com uma longa caminhada pela Orla da Praia de Copacabana no sentido Forte de Copacabana, afinal o lanche na Confeitaria Colombo é destino certo de todo turista que se preze.

Fascinados pelo charme do seu icônico calçadão, seguimos admirando a praia de Copacabana, a organização dos seus quiosques, todo aquele cenário de novela e, não menos importante, os modernos hotéis da Av. Atlântica sem desmerecer a beleza e imponência da arquitetura antiga dos hotéis monumentos, como o luxuoso Hotel Copacabana Palace.

Uma parada estratégica para uma água de coco em um dos 64 quiosques da orla, nos deparamos com as estátuas do magnífico poeta Carlos Drummond de Andrade e mais à frente do mestre Dorival Caymmi; belíssima homenagem do Rio imortalizando em tamanho real estes e outros ídolos que fazem parte da história e cultura do nosso país. [No final da orla de Copacabana, junto a estátua de Caymmi, havia uma mega estrutura sendo montada para o feriado de Tiradentes]

Chegando ao Forte de Copacabana, que ainda é um prédio de responsabilidade do Exército Brasileiro, denominado atualmente Museu Histórico do Exército, percebemos o motivo do local ser considerado um dos mais belos cartões postais da cidade.  Acompanhamos as histórias de guerra e sua função – que era impedir a aproximação de navios inimigos que pudessem ameaçar a entrada da Baía de Guanabara.

Chegando à movimentada Confeitaria Colombo fizemos um breve lanche; breve mesmo, porque tudo é muito caro por lá [rs], mas nada que um turista mão aberta não possa oferecer à sua família e aproveitar a estonteante paisagem daquele local. Vale muito essa pausa, o lugar é deslumbrante, você pode ficar horas ali, passeando, tirando fotos, escutando as histórias do local e para recarregar a bateria basta olhar a vista da praia de Copacabana ou a imensidão do oceano… super indico!

Após a visita a este belo cartão postal, fizemos duas coisas que nenhum turista deve fazer: ir ao shopping e voltar para casa para descansar. Vai por mim, este é um erro quase fatal para sua viagem! Primeiro, porque shopping é tudo igual; exceto se houver algo diferente para visitar, tipo, uma exposição, uma apresentação cultural ou se você precisar comprar algo que só encontre lá. O segundo motivo, é que quando você vai para casa descansar, mesmo que seja só um pouquinho, quando vê, já perdeu 1/3 do dia. [Anota aí: não coloca shopping no Roteiro e nem volta pra casa!]

Tínhamos um motivo forte para procurar um lugar fora daquele calorão que era a pequena Sophia, que nem um ano tinha e estava visivelmente cansada com nosso passeio. O resto da nossa trupe também procurava alguns apetrechos para compra e decidimos fazer essa pausa no Shopping Rio Sul, que era o mais perto de onde estávamos e lá poderíamos aproveitar para fazer uma refeição. Fomos de ônibus mesmo, tudo muito fácil.

Voltando para casa, todos decidiram descansar um pouco e aí… [vocês sabem o final da história! rs]

 

À noite, descemos o calçadão da orla de Copacabana novamente e, como bem desejamos, o local estava super movimentado, o pessoal andava de bicicleta, patins, skate, fazia corrida, caminhada e o principal: todos os quiosques estavam abertos! Aproveitamos um pouco da noite carioca por ali, já que Sophia não nos permitia ir muito longe, mas foi super legal, teríamos ficado tristes se este não fosse um dos passeios do nosso Roteiro.

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A vista é mágica mesmo de noite e tem um charme todo especial. Difícil foi encontrar pessoas feias por lá, só aparecia ator/atriz de novela, gente bonita, sarada, até parecia que por lá não havia gente normal! [rs] Mas tem sim! O povo simpático levava a criançada para brincar, sentava nos bancos da praia com os amigos e curtia uma boa conversa aproveitando a brisa do mar, enfim, o lugar é TOP!

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Caminhamos até a Feira Noturna de Copacabana, que fica no canteiro central da Av. Atlântica, bem perto da nova sede do Museu da Imagem e do Som – MIS/RJ, e funciona das 18h até as 00h. Um bom lugar para comprar as lembrancinhas do Rio, com artesanato, camisetas, objetos de decoração, bijuterias, uma enormidade de coisas feitas especialmente para o turista. Muitos desses objetos são confeccionados pelos nossos hermanos do Chile, Bolívia, Paraguai etc. Vale salientar ainda que neste ínterim não vimos nenhuma situação de perigo, também não ficávamos de bobeira, mas o passeio na orla não nos impôs nenhum cuidado especial.

Para finalizar o passeio da noite, aquela parada esperta de volta ao balcão do Crack do Galeto para degustar alguns dos petiscos tipicamente cariocas, um chopp gelado e um bom papo para organizar o Roteiro do dia seguinte que seria ainda mais fascinante.

 

2º DIACity Tour

 

No nosso segundo dia o Roteiro ficou por conta de um City Tour que fechamos com nosso amigo Rodrigo Lima, autêntico carioca, um cara super gente boa e que tinha um táxi espaçoso para nos locomover com segurança, rapidez e conforto pelos principais pontos turísticos da cidade.

Cristo Redentor

Começamos nosso passeio com o pé direito visitando nada menos que uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Morderno, o Cristo Redentor. Situado no Morro do Corcovado é a segunda maior escultura de Cristo no mundo, símbolo turístico do Rio de Janeiro e do Brasil, é um monumento sem igual não só pela própria estátua que nos traz o sentimento de estar mais perto de Deus, mas também por toda estrutura do Corcovado que promove belíssimas imagens da cidade do Rio de Janeiro.

Uma dica muito importante: não vá ao Cristo Redentor com pressa. Como nossa visita foi em um feriado, o lugar estava tomado por turistas de toda parte do mundo e filas enormes se formavam para a compra dos ingressos. Você pode comprar ingressos pelo site oficial [devíamos ter feito isso!], evita tempo perdido e ainda garante, se for o caso, um passeio super charmoso de bondinho.

Fomos até lá em cima de táxi, com o Rodrigo, e ficamos exatamente no ponto onde carros não podem subir nos fins de semana e feriados, nas Paineiras, local que compramos os ingressos para subir até o Cristo e depois continuamos o percurso de Van autorizada – com valor já incluso no ingresso. Poderíamos também ter subido o Corcovado pela linha férrea do Cosme Velho (Trem do Corcovado) ou por Vans autorizadas pela Prefeitura que saem de diversos pontos da cidade, inclusive de Copacabana, mas, tirando a fila, não tivemos problemas para chegar no nosso destino.

A visita ao Corcovado é bem dinâmica, existe elevador e escadas rolantes para agilizar a circulação das pessoas e o espaço lá em cima é relativamente pequeno, com um giro de 360° você consegue ver tudo. Tire muitas fotos com o Cristo e com as telas de fundo maravilhosas presentes da natureza que ali se encontram, mas evite dias nublados porque mesmo com sol forte, como no dia que fomos, haviam muitas nuvens que atrapalharam um pouco à vista. Se quiser lembrancinha do Cristo, sugiro esperar para comprar em outro local, lá é muito caro; coisas que você encontra em toda parte do Rio, às vezes, por menos da metade do preço cobrado lá em cima.

O passeio é sensacional, inesquecível e tem algo indescritível nele. Lógico que não ficamos tão satisfeitos quanto desejamos devido a quantidade de gente e o dia nublado, mas jamais perderíamos a chance de registrar este momento e sem dúvida conhecer os melhores caminhos e formas de voltar lá!

 

Mirante Dona Marta

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Retomando o passeio, um pouco mais abaixo do Corcovado, com acesso pela Estrada das Paineiras, paramos no Mirante Dona Marta e ficamos inebriados com tamanha beleza da vista daquele lugar. O céu já não mostrava tantas nuvens e também não havia muita gente. Vimos o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara e o Maracanã – e nos despedimos mais uma vez aos pés do Cristo Redentor. Aproveitamos para tirar muitas fotos e demoramos um pouco mais ali. A visitação é gratuita, mas o local é meio esquisito a tardinha, portanto aproveite para ir no final de semana ou feriado onde mais pessoas circulam por lá.

O curioso é que ninguém sabe ao certo porque o morro tem o nome de Dona Marta, as principais versões falam de uma senhora chamada D. Marta Antunes, uma rica proprietária de terras, que acabou dando seu nome ao morro e a outra que o nome do Morro Dona Marta foi dado por um padre chamado Clemente que comprou as terras e fez uma homenagem à sua mãe que se chamava Marta. O importante nisso tudo é que o Morro, bem como a Comunidade, além de ter magníficas paisagens é bem famoso, sendo palco para a gravação de filmes, como Tropa de Elite 2, Velozes Furiosos 5 e Se Beber Não Case 3, além do tão comentado clipe de Michael Jackson, “They Don’t Care About Us”, em 1996.

 

Passeio Santa Teresa

Saindo do Corcovado, ainda no bairro de Santa Teresa, Rodrigo nos levou para conhecer um pouco deste cantinho tão carioca da cidade maravilhosa. Foi um passeio super tranquilo, conhecendo o bairro e suas histórias; nada mais chamativo do que aqueles botecos, mais parecidos com mercearias como antigamente, vontade de parar para tomar uma cerveja gelada [pra quem gosta, lógico]. Por ali me senti várias vezes em cidadezinhas do interior. Tudo muito simples com ares dos boêmios cariocas que por ali passavam, as ruas de paralelepípedo, ladeiras sinuosas, casarões seculares, os trilhos dos bondinhos – que por sinal só nos deixaram vontade de conhecer, pois estão desativados. Pena que não visitamos a Escadaria Selarón, que é a escadaria do Convento de Santa Teresa – outro cartão postal ícone do Rio.

Passamos no período da tarde e não havia muita movimentação em Santa Teresa, mas soubemos que os barzinhos de lá são muito bem frequentados durante a noite, porém não ficam até a madrugada, antes da meia noite tudo já está fechado. Preferimos, então, conhecer o bairro da Lapa à noite, já que seria outro destino imperdível da noite carioca.

 

Sambódromo

Assim, partirmos para conhecer outro símbolo da cidade maravilhosa, uma das vitrines e mais fortes manifestações do carnaval no Brasil, o Sambódromo do Rio. Nomeado “Passarela Professor Darcy Ribeiro”, conhecido como a Passarela do Samba, é o corredor oficial do tão famoso e glamoroso desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.

Evento que acontece todo ano, sempre nos dois dias que antecedem a terça-feira de carnaval, teve participação fundamental para a conquista do Rio da marca de Maior Carnaval do Mundo, registrado no Livro dos Recordes, devido aos seus mais de 2 milhões de foliões espalhados nas várias festividades que se realizam nos dias de Momo.

Lógico que no período de carnaval a magia das agremiações e alegorias faz com que aquele lugar se torne único e primoroso. Na nossa visita não conseguimos perceber a grandiosidade de mais de 75 mil lugares do local, nem sentimos o fervor dos dias do evento, mas conhecer a história, estar ali bem perto do arco da Praça da Apoteose – mais uma divina obra do arquiteto Oscar Niemeyer, e fingir ser um componente das escolas de samba nos fez imaginar, por um instante, nossos corações batendo no compasso das baterias, embalado pelo samba-enredo da alegria que passa por ali nos dias de apresentação.

Este passeio ao Sambódromo jamais será igual a assistir o desfile de perto, seja como integrante, seja como espectador nas arquibancadas, porém, se estiver no Rio, não deixe de fazer esta visita e aproveite para conhecer o Museu do Samba. Você não vai se arrepender!

Saindo da Marquês do Sapucaí, exaustos de tanto carnaval, passamos ainda pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro para uma foto de praxe naquele exuberante monumento. Depois não houve mais paradas, contornamos a Lagoa Rodrigo de Freitas e vimos os bairros do Flamengo,

Botafogo, Laranjeiras; todavia, já bastantes cansados, não desfrutamos destes outros pontos turísticos. Óbvio que foi propositadamente para que pudéssemos aproveitá-los em uma nova oportunidade! [rs] Encerramos, então, nosso City Tour, onde desembolsamos pouco mais de R$ 150,00 pelo passeio – com possibilidade de pagamento no cartão. Valeu muito o passeio e as narrativas do nosso amigo taxista!

 

Maracanã

Descansados do passeio ficamos sabendo que haveria naquela noite um jogo de futebol entre o Fluminense e o time do Figueirense, no Estádio Jornalista Mario Filho, o Maracanã. Como amante do esporte, era minha chance de conhecer o “Maraca”! Tantas histórias daquele estádio, o “maior do mundo”, recorde de público – quase 200 mil torcedores, palco dos maiores eventos esportivos do planeta… não fazia ideia de como chegar lá, mas não perderia esta oportunidade!

Após breve consulta à internet decidimos pegar o metrô e logo fomos com destino à estação “Maracanã”. Os vagões do metrô não estavam lotados, mas também não estavam vazios. Muitos torcedores do Fluminense indo pro jogo, começamos a pensar se o estádio estaria muito cheio e se assim estivesse nós não entraríamos, pois estávamos com a bebê.

Logo este pensamento foi embora e minha empolgação só aumentava para conhecer o “Templo do Futebol”, já que era feriado, o jogo não tinha tanta maraca_rio (1)importância, estavam até fazendo promoção para chamar os torcedores pro estádio, pensei: “não iria dar ninguém”.

Chegamos na estação Maracanã e uma longa passarela nos levou até o estádio. Mega estrutura, super iluminação, tudo inspirava um brilhante espetáculo do futebol em um cenário de gala, tudo mesmo, inclusive a quantidade de pessoas com o mesmo destino que eu. Foi aí que comecei a ficar triste.

O jogo já tinha iniciado e ainda havia milhares de pessoas nas filas para comprar ingresso. Tentamos ainda encontrar alguma fila com menos pessoas e/ou com prioridade – já que estávamos com criança de colo, mas nada deu certo e, para minha profunda tristeza, acabamos indo embora e a chance de conhecer o Maracanã ficou do lado de fora do estádio! [snif]

O lado positivo é que o caderninho de locais a serem visitados numa próxima viagem está crescendo! [rs]

 

Arcos da LAPA

Para não perder a viagem, retornando à estação Maracanã, seguimos até a estação Cinelândia para conhecer o berço da boemia carioca, o bairro da Lapa e, como não poderia ser diferente, ver de perto sua principal referência e cartão postal, o “Aqueduto da Carioca” ou, simplesmente, os monumentais Arcos da Lapa. Não fomos no melhor horário, pois chegamos cedo naquele que é um local basicamente noturno, não passava das 20h. Talvez um pouco mais tarde a movimentação dos bares fosse mais intensa e encontrássemos as apresentações que vez por outra acontecem a céu aberto.

Contudo, foi bem legal o que vimos, embora estivesse pouco movimentado, os bares, restaurantes e pubs por ali são bem alternativos e facilmente você encontra algo a seu gosto. No dia que fomos, por exemplo, estavam armando barracas na frente dos arcos, pois haveria ali um festival de bebidas e comidas para os visitantes. Muitas pessoas visitam aquele local, turistas e cariocas emanados do dia a dia cansativo para ouvir uma boa música, provar alguns drinques, jogar conversa fora ou até mesmo dançar. O local é acolhedor e destino certo para quem vai ao Rio.

 

Pena que não aproveitamos mais, pois já tinha passado a hora da nossa Sophia e ela já estava caída nos braços de Morfeu.

 

 

3º DIACariocando

 

No terceiro dia, já nos sentindo os próprios cariocas, resolvemos fazer nosso Roteiro por conta própria de ônibus e metrô, porque percebemos que não pegamos congestionamentos e os coletivos não estavam muito cheios, assim achamos que não seria tão difícil, tampouco cansativo e ainda poderíamos economizar um pouco.

Seguimos então para a Feira de São Cristovão, considerando toda a sua estrutura, representatividade e [motivo real] porque o Pão de Açúcar ainda não estava funcionando [hehe!].

Descemos na estação de São Cristovão e ficamos alegres, pois conseguimos chegar numa boa e logo na saída da estação avistamos o Parque Quinta da Boa Vista. Situado na zona norte do Rio é um espaço quintasmuito bonito, embora não muito divulgado, tem grande valor paisagístico
e maior ainda valor histórico, já que o parque era o local utilizado para a residência da família Real até a proclamação da República. Na Quinta da Boa Vista podemos visitar também o Museu Nacional de História Natural e o Zoológico do Rio de Janeiro. Mas essas visitas ficarão para uma próxima viagem ao Rio, porque só fizemos uma rápida passagem pelo local e seguimos direto para a Feira.

Neste momento nos perdemos um pouco com os ônibus, porque não temos o costume de pegar coletivo pelo número e todas as pessoas que perguntávamos nos dizia números de ônibus diferentes, como se fosse a coisa mais fácil do mundo chegar ao nosso destino. Mas, após um tempo, conseguimos chegar onde queríamos.

Lá no Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, mais conhecida como Feira de São Cristovão ou ainda Feira dos Nordestinos, achamos tudo muito legal, não só porque traz as curiosidades, cultura, comidas e bebidas do Nordeste, mas porque o local é alegre, aconchegante e bem convidativo, com várias atrações e sempre com festividades. Nos sentimos em casa.

Você vai encontrar de tudo lá. Se assemelha muito com a Feira de Caruaru. Para nós não foi tanta novidade, nem encontramos nada além das coisas que já conhecíamos, mas é um lugar perfeito para você saborear uma boa cachaça, uma carne de sol com queijo coalho, uma macaxeira com charque, um cuscuz com guisado, entre outras iguarias que só encontramos no nosso Nordeste. O valor da visita no pavilhão fica em torno de R$ 10,00/pessoa. Ao final do passeio percebemos que o horário correto para visitar a Feira de São Cristovão é na hora do almoço, mas… foi triste pra nós! Seguimos nosso caminho para ver a cidade maravilhosa por cima.

Novamente nos complicamos com os ônibus para poder voltar ao nosso Roteiro. Após muita caminhada e espera por ônibus que nunca passavam conseguimos seguir com destino ao bairro da Urca.

#FicaDica – Em dias de poucos passeios, onde o número de participantes não ultrapasse a quantidade de lugares em um carro de passeio, as visitas não se estendam por um longo período de tempo e o trajeto entre um passeio e outro for muito longo, considere a possibilidade de alugar um veículo; não que esta seja a opção mais econômica [geralmente não é], mas certamente será a alternativa mais cômoda, quiçá a mais segura também.

Chegando no Pão de Açúcar nos assustamos, não com a beleza do lugar – bondinho (8)isso ainda estava por vir, mas com a quantidade de gente que já estava lá; encontramos uma fila enorme que dava a volta no estacionamento do complexo.

Outro destino certo dos turistas, ficamos quase 2h só para comprar os ingressos [mais uma vez: deveríamos ter comprado pelo site, via internet]. Entretanto, uma vez dentro do bondinho todo o resto é muito rápido, o ruim foi só essa espera.

Ingressos comprados, com preços bem salgadinhos, nos posicionamos dentro do complexo para subir ao primeiro morro através do teleférico ou bondinho. Para quem tem medo de altura, o coração vai ficando apertado, pois você começa a ver os bondinhos subindo e descendo com um monte de gente dentro, segurado por alguns cabos e balançando com a força do vento no meio do caminho. Já para quem não tem medo de altura, a sensação é a mesma.

Mas tudo é muito seguro, organizado e o passeio é incrível. Li em algum lugar que “o Rio de Janeiro foi feito pra se ver de cima” e é a mais pura verdade, é lindo subindo, é lindo lá em cima, é lindo descendo, não nega em nenhum momento o título de “cidade maravilhosa”.

O Pão de Açúcar, na verdade, é o nome de um dos morros do complexo de morros do bairro da Urca, os outros dois são o morro da Urca e o morro da Babilônia. Os morros são ligados por um teleférico, chamado Bondinho do Pão de Açúcar. O teleférico foi inaugurado em 1912 e tornou-se o primeiro instalado no país e o terceiro no mundo. A primeira ligação vai da Praia Vermelha até o morro da Urca e depois até o Pão de Açúcar.

A vista lá de cima é indescritível, fascinante, você pensa estar bem pertinho do céu e tudo fica tão pequeno diante de tamanha imponência da natureza que ao andar pelas estruturas montadas lá em cima, por um momento, você até esquece que está a 396 metros de altura. Não tem como não ir.

Para fechar o dia com chave de ouro seguimos à noite até a Pizzaria Capricciosa em Ipanema. O bairro de Ipanema tem uma vida boemia muito intensa e guarda na noite carioca alguns do melhores e mais bem frequentados bares e restaurantes do Rio. Localizada na Rua Vinicius de Moraes, a pizzaria Capricciosa divide lugar com bares muito famosos como o Barzin e o Garota de Ipanema, entre outros. As pizzas, assadas no forno a lenha, são verdadeiras obras de arte gastronômica [gostosa é pouco] e tão famosas e premiadas quanto as pizzas são os pratos de entrada, como as bruschettas. A pizzaria é a preferida dos famosos, daí somando as delícias da culinária italiana que reúnem por lá não poderia ser diferente, o local vive lotado. Mas não tivemos como reclamar do atendimento que foi muito eficiente e deixou nossa noite muito agradável.

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Fim do expediente na Cidade Maravilhosa, somos só agradecimentos a hospitalidade e as lembranças incríveis das paisagens e lugares únicos que vimos e vivemos. Porém, é hora de refazer a mala que o Brasil é grande demais para ficarmos num só lugar. Obrigado Rio e até a volta, pois o próximo Roteiro já está formado e nosso retorno é só uma questão de tempo!

 

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ROTEIRO: passeio em Natal/RN

Nem só de grandes roteiros vive um viajante, às vezes desfrutamos das mais belas paisagens e destinos apenas realizando um passeio de fim de semana.

Por isso começaremos com um passeio pra lá de relaxante que fizemos este ano para a belíssima Natal, no Rio Grande do Norte. Nosso intuito principal era visitar os amigos-irmãos, Flávio e Zizerê e suas filhas, Zahara e Athina. Estávamos devendo essa visita a eles e aproveitamos o feriado de 1° de maio para pegar estrada.

Já tínhamos feito uma viagem para Natal há muito tempo [época sem crianças ainda] e foi muito legal porque não tínhamos carro e, mesmo assim, conhecemos a maioria dos cartões postais da cidade. Talvez façamos outra viagem muito em breve para atualizar nosso Roteiro.

Dessa vez não nos preocupamos em montar roteiros ou fazer planejamentos para a viagem, apenas organizamos as coisas no carro e pegamos estrada. Natal fica a menos de 300 km de Recife e a viagem, atualmente, é muito confortável, dura pouco mais de 3 horas e, com exceção do perímetro da BR-101 que passa pela cidade do Recife, as vias são duplicadas e em ótimo estado.

Saímos na sexta-feira, dia 1, e como boas visitas chegamos na hora do almoço [rs]. A ideia era aproveitar bastante ainda que fosse apenas descansando, afinal estávamos no Dia do Trabalho. De pronto, muito bem recepcionados, após a refeição, partirmos em busca do nosso primeiro destino.

 

Parque das Dunas

O Parque Estadual Dunas do Natal “Jornalista Luiz Maria Alves”, mais conhecido como Parque das Dunas, é a primeira unidade de conservação e preservação do ecossistema do Rio Grande do Norte e é o maior parque urbano sobre dunas do país. Reconhecido pela UNESCO como parte integrante da reserva da biosfera da Mata Atlântica Brasileira, o parque, Patrimônio Ambiental da Humanidade, logo na entrada recebe o público no “Bosque dos Namorados” dando as boas vindas de terça a domingo no horário comercial. O valor da entrada é simbólico, apenas R$ 1,00/pessoa – criança até 5 anos não paga.

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Não conhecíamos o local, mas logo gostamos da descrição, já que tínhamos três crianças e nossa intenção não era nada muito agitado. Um passeio muito família, um local muito bonito com bastante arvores e trilhas, alguns animais passeavam perto da gente, aconteciam algumas apresentações culturais, pessoas dançando, tocando instrumentos musicais, andando de patins, skate, bicicleta… Enfim, um lugar para desopilar a mente, os olhos e o pulmão!

Açaí do Joca Jr.

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Caindo a tardezinha, a sugestão dos anfitriões foi nos levar a um point muito esperto de açaí, o Açaí do Joca. Figura ilustre de Natal, o ex-surfista profissional José Genival Bezerra Júnior, o Joca, fez muito sucesso nas antigas, foi campeão em várias categorias Brasil afora e quando se aposentou do surfe profissional abriu o Açaí que, por sinal, “está reformado agora e ficou ainda melhor”, contou Flávio.

Quando visitamos o local não tive a oportunidade de conhecer o Joca, mas o açaí estava muito bom e trouxe pra gente uma forma nova de montar nossas tigelas com várias combinações de frutas, acompanhamentos e caldas. O local, em Ponta Negra, é muito bem estruturado, bem amplo e agradável. A criançada adorou também, comeu de se lambuzar [literalmente!]. #SuperIndico

O Maior Cajueiro do Mundo

No sábado, solzão mostrando a que veio, fomos ao maior cajueiro do mundo, conhecido também como Cajueiro de Pirangi, no município de Parnamirim, cerca de 25 km de Natal. Antes de chegar ao nosso destino passamos pela entrada do Centro de Lançamento de Foguetes da Barreira do Inferno, ou simplesmente Barreira do Inferno. Base da Força Aérea Brasileira para lançamentos de foguetes se tornou a primeira base aérea de foguetes da América do Sul.

Logo na entrada do cajueiro tem uma feirinha, dessas típicas do Nordeste, vendendo castanhas, doces, roupas, artesanatos e para visitar a área onde fica o cajueiro é cobrada uma taxa de R$ 8,00 por pessoa. Existe um mirante no próprio cajueiro com uma visão panorâmica do cajueiro e da praia de Pirangi do Norte. O pé de caju é enormemente grande! Não tem como dizer em palavras; poderia colocar aqui vários números em metros quadrados, o perímetro que se estende e ainda assim não traria a dimensão da árvore.

O que nos deixa mais intrigado é ser uma única árvore, pois quando chegamos embaixo do cajueiro, onde dizem ser o tronco principal, observamos existir diversos troncos enraizados no local e ficamos na dúvida se não seriam várias árvores, mas estudos científicos comprovam que é uma única árvore e tudo isso acontece devido a anomalias genéticas. Para atestar de vez a fama, a árvore que ocupa uma quadra inteira foi registrada no Livro dos Recordes “Guiness Book”, em 1994.

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O horário da visitação é das 07:30h às 17:30h de domingo a domingo. Quando for por lá não se esqueça de experimentar o delicioso suco de caju que é oferecido no final do passeio; servido bem gelado foi indispensável para aliviar um pouco daquele calorão.

Lagoa de Arituba

Esticando ainda mais nosso passeio, algo em torno de 13 km, seguimos para a Lagoa de Arituba que fica no município de Nísia Floresta. Ainda no caminho, ficamos admirados com a vista do Mirante dos Golfinhos e mais adiante uma super vista da Barra de Tabatinga. Esta última parada não tem divulgação, mas fica a beira da estrada e nos presenteia, também, com belas paisagens da praia, falésias e, com sorte, dos golfinhos e tartarugas.

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Chegando na Lagoa, outra maravilha da natureza, nos sentimos na praia. Várias barracas dão um conforto especial ao lugar, oferecem cardápios variados e preços que cabem no bolso. Lá encontramos várias atividades e brincadeiras para quem quisesse aproveitar ao máximo, como pedalinho, bola d’água gigante, caiaque, banana boat, entre outros. Nós, queríamos apenas nos deixar encantados pelo local e curtir o sol e água com a criançada.

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Destino certo de próximos passeios à Natal, a Lagoa de Arituba é uma lagoa grande, porém sem muita profundidade, bom pra quem está com crianças, especialmente porque a areia é mais fofa. Nossas filhotas aproveitaram bastante essa parte.

Fim dos passeios, hora de retornar e descansar para o domingão, que, para não perdermos o costume, será a base de um churrasquinho de leve, banho de piscina e até colocarmos o pé na estrada de volta pra casa.

Valeu Natal! Valeu Flávio e Ziza! Até logo!

Se você também já visitou estes locais e tem algo a acrescentar sobre este Passeio, deixe seu comentário. Em caso de mais informações não hesite em deixar seu registro e Boa Viagem!

ROTEIRO: 3 dias em São Paulo/SP

Período: 10 a 12 de outubro de 2015.

Nada melhor que iniciar contando um pouco dos passeios pela cidade mais populosa do Brasil, ou a capital brasileira com o principal centro econômico-financeiro da Américo do Sul, ou, ainda, a 14ª cidade mais globalizada do planeta. Enfim, chamemos simplesmente São Paulo, “Sampa”, “Terra da Garoa”!

Tinha muita vontade de conhecer a cidade São Paulo, seus arranha-céus, seus parques no meio de tanto concreto, seus museus, suas avenidas, sua gente. Infelizmente (ou felizmente) não conheci Sampa no seu dia a dia, na vida agitada que dá fundamento a estes tantos adjetivos da cidade, pois a viagem aconteceu no feriado de 12 de outubro e a capital da vida frenética deu lugar à tranquilidade. [Só para se ter uma ideia, não encontramos um congestionamento se quer, desmistificando todos os noticiários dos dias anteriores! (rs)] Por outro lado, ficou mais fácil e tranqüilo conhecer muitos dos lugares mais comentados desta megalópole.

Nesta viagem fomos eu, minha esposa e nossa filha de dois anos, Sophia. Nosso objetivo principal foi visitar o Salão Duas Rodas, que aconteceu no Pavilhão de Exposições do Anhembi naquele período, mas aproveitaríamos também para, além de conhecer a cidade, levar nossa pequena Sophia para alguma atividade em comemoração ao Dia das Crianças.

 


 

1º DIAPrincipais Pontos Turísticos

Decidimos viajar na madrugada do dia 10, chegando na terra da garoa por volta das 03:20h. Considerando que já tínhamos pesquisado bastante sobre o deslocamento entre o aeroporto e o hotel e mesmo com diversas informações a respeito ainda estávamos inseguros sobre a escolha do melhor transporte neste trajeto. Assim, procuramos uma cooperativa de táxi regular do aeroporto de Guarulhos, a GUARUCOOP.

Em horário comercial existem ônibus com corridas regulares para o centro de São Paulo com valor bem acessível ou, a depender da companhia aérea, transporte do aeroporto de Guarulhos para o aeroporto de Congonhas – que fica bem mais perto de São Paulo. Mas, já era madrugada, tínhamos uma criança de colo e não queríamos arriscar. A corrida de táxi pela cooperativa ficou em torno de R$ 114,00 e embora o valor estivesse acima do que gostaríamos de desembolsar, foi rápida, confortável e segura.

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Chegamos por volta das 4h da manhã e fomos muito BEM atendidos pelos recepcionistas do hotel Ibis Styles São Paulo Anhembi. O pessoal foi muito atencioso e nos deixou muito à vontade, sem aquela tensão com os procedimentos de check in. Chegando no quarto não existia a cama extra para nossa pequena, como havíamos solicitado. Entretanto, ao ligar para recepção, logo fomos atendidos e levaram um berço para acomodarmos a Sophia.

Pela manhã, cerca de 8h da matina, ficamos espantados com o horário do café da manhã do hotel, que era servido até as 11h. Foi um detalhe que nos deixou intrigado.

Nós e a 25 de Março

 Considerada um centro comercial de destaque na America Latina, este era um destino que não poderia passar sem uma visita. Inicialmente, não era nosso objetivo fazer compras, mas um amigo que já conhecia o local estava lá e seria nosso guia. Segura o bolso!

A partir da estação Portuguesa-Tietê, pegamos o metrô com destino a estação de São Bento. Saindo da estação de metrô encontramos uma rua repleta de gente, mas ainda não era a 25. É uma rua transversal próxima a 25 de março, uma ladeira muito movimentada, semelhante às ladeiras de Olinda no período de carnaval. Nesta rua existem várias lojas de fantasia, nossa vontade naquele momento de sol a pino era colocar uma fantasia e fingir que estávamos no carnaval, tamanha era a multidão, confusão de vendedores gritando seus produtos, carros se espremendo entre as pessoas, gente de todo tipo… Notamos, naquele momento, que no mínimo o passeio seria divertido.

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Caminhamos pela 25 de março e encontramos de tudo por lá e, principalmente, bons preços. Em termos gerais, os produtos eram de qualidade duvidosa, mas o custo-benefício era bem interessante, especialmente para quem pensa em revenda. Localizei meu amigo em frente ao “Shopping 25 de março” e de lá nos dividimos para algumas comprinhas. Sophia cuidou logo do seu presente do Dia das Crianças e fomos dar um giro no shopping.

Tomado por chineses, o shopping tem incontáveis lojinhas espremidas umas com as outras de diversos artigos, uma verdadeira loucura. Itens de informática, relógios e vestuário são os produtos mais negociados. Lá dentro parece um labirinto e, mesmo sendo difícil a negociação com nossos manos orientais, há sempre lugar para uma pechincha. Vale demais este passeio!

O Mercadão

Saindo da 25 de março fomos andando até o Mercado Municipal de São Paulo, o Mercadão. Ficamos surpresos com a qualidade e variedade dos alimentos que encontramos. Tudo muito limpo e organizado. As frutas pareciam de cera e as carnes tinham cortes perfeitos. Outras barracas – de queijos, cachaças, artesanatos etc., são muito parecidas com as que encontramos aqui no Nordeste e, embora sejam muito bem organizadas, não nos chamaram tanta atenção. O que queríamos mesmo era encontrar o tão famoso sanduíche de mortadela!

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Chegamos por volta das 12:30h no Mercado e este foi um erro quase “fatal”, por pouco não fomos embora. O local estava tomado por turistas e filas enormes se formavam por trás dos bares tradicionais do Mercadão, que ficam no 1° andar. Só ficamos porque nos colocaram como prioridade, já que estávamos com criança de colo, e porque a vontade de conhecer aqueles petiscos era maior. [Ainda bem que ficamos!]

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Escolhemos o Hocca Bar, “o famoso do Mercadão”, que, enquanto esperávamos na fila, nos presenteou com pasteis e
chopp gelado. À mesa, os petiscos eram indescritíveis! Experimentamos o famoso sanduíche de mortadela, mas também nos deliciamos com iguarias que jamais provamos nas nossas andanças, como o bolinho de bacalhau, o sanduíche de pernil, sem esquecer dos pasteis de bacalhau e de camarão. Hummm!

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Para fechar com chave de ouro, pedi uma caipirinha e o simpático garçom, Cearense, me sugeriu a “Fogosa” – cachaça exclusiva do Hocca Bar, apresentada em um copo pra lá de estiloso e muito saborosa por sinal. Fiquei encantado com o lugar e voltaremos lá com certeza!

General Ozório e Estação da Luz

Saindo do Mercadão, já estávamos cansados e tudo só pedia cama, mas como bons turistas e brasileiros, não desistimos, tínhamos um roteiro a cumprir e seguimos de táxi para a Rua General Osório, onde estava tendo um evento para divulgação das lojas de acessórios de moto. Um caminho rápido e sem aquele trânsito tumultuado, a corrida ficou em torno de R$ 12,00.

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Na Gen. Osório, deu pra perceber porque esta rua é muito conhecida no mundo de duas rodas. A rua concentra diversas lojas de acessórios para as motos e seus donos. É possível encontrar ali tudo para as máquinas de duas rodas, com preços acessíveis e variedade nas marcas. Mas, tenha cuidado! Ao fazer a compra, peça nota fiscal e não caia na conversa de aproveitadores que te oferecem produtos em locais fora dali ou sem nota, certamente estes produtos são roubados e você pode cair em uma armadilha muito perigosa.

Descendo a General Osório, fomos a pé até a Estação da Luz, cerca de 15 minutos de caminhada.

Inicialmente não sabíamos onde estávamos indo, pois nosso objetivo era apenas chegar na estação de metrô mais próxima para voltar ao hotel. Ao passarmos pelo Museu da Língua Portuguesa vimos que ali estávamos retomando nosso roteiro. [Infelizmente não visitamos o museu porque achamos que seria ainda mais cansativo para a Sophia.]

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Ao chegar na Estação da Luz ficamos encantados com seu prédio, sua arquitetura, tudo muito bem conservado e verificamos porque é uma das estações mais importantes da cidade de São Paulo. Com um prédio muito imponente, de traços marcantes, grandiosos, dava para perceber que aquele lugar representava épocas de ouro da cidade paulistana. Mas esta foi uma visão que tivemos, restritamente, deste prédio, pois nas ruas ao redor, para chegar na Estação da Luz vimos muita sujeira, muito abandono, pichações e um local pouco acolhedor; à noite não passaria andando por lá.

Afastando este detalhe que nos incomodou um pouco, vale muito a visita a Estação da Luz, em especial por estar rodeada de atrativos, como, por exemplo, o Museu da Língua Portuguesa e outros locais bastante interessantes que veremos no decorrer da viagem. Mas atingimos ali nossa meta e retornamos ao hotel para, no fim da tarde, batermos o ponto no Salão Duas Rodas.

Salão Duas Rodas – dia 10 (sábado)

Pouco mais das 18h, nos aprontamos para ir ao Salão Duas Rodas e a primeira dúvida era como faríamos para ir ao evento. A primeira alternativa foi questionar o hotel para saber se haveria transporte para o evento, já que o local estava muito próximo do Anhembi. Foi neste instante que fomos informados que o Salão estava disponibilizando ônibus gratuito para os participantes do evento e que os veículos estavam saindo do estacionamento ao lado do hotel. Este informe soou melhor que encomenda! Atravessamos a rua e a cada dez minutos um ônibus saia para levar o pessoal ao evento. [Comodidade mode on; menos um custo!]

Na chegada do evento encontramos nossos amigos e fomos para nosso primeiro passeio pelo tão esperado Salão Duas Rodas.

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Um mega parque de exposições, bem estruturado e contendo tudo o que se espera de um grandioso evento, o Anhembi junto com o SDR nos surpreendeu e pudemos comprovar sua fama de destaque no cenário de duas rodas. Andamos muito, visitando cada stand e registrando cada novidade e informações disponíveis no evento e ainda assim não conseguimos ver tudo.

Concluímos nosso passeio na praça de alimentação do evento, onde estavam food trucks de diversas especialidades de comidas, até mais ou menos umas 21h, momento no qual voltamos ao hotel, pois nossa Sophia já pesava [dormindo] em nossos braços.


2º DIAAndarilhos

No segundo dia, acordamos cedo com todo gás e prontos para andar. Com destino, novamente, à Estação da Luz, nosso objetivo agora era conhecer o Jardim da Luz ou Parque da Luz. Um parque maravilhoso, com esculturas espalhadas por todo lado, arvores, flores, lagos, um verdadeiro paraíso verde no meio de tanto concreto. Localizado na Av. Tiradentes, nem de longe parece aquele lugar abandonado como conta a história do local, pois o que vimos foi crianças brincando, pombos, peixes, tartarugas, turistas indo e vindo, pessoas fazendo exercícios, namorando.

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Passeio bastante agradável em meio aquele jardim projetado que não poderia acabar em outro local que não fosse a Pinacoteca de São Paulo. Um dos mais importantes museus do país, é o mais antigo museu de arte de São Paulo. Com entrada franca, até a pequena Sophia se encantou com as peças que vimos, sobretudo nas salas das carrancas, onde despertamos a curiosidade e imaginação com os contos arraigados em cada escultura, peça ou foto.

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Seguindo nosso passeio fomos, perto dali, até o Memorial da Resistência, que é um museu que guarda a memória da resistência e repressão política do Estado de São Paulo, mas não é só isso, pois além do tema ditadura militar, o prédio abriga também outras exposições, como de quadros modernistas, incluindo aí Tarsila do Amaral entre outros artistas. Não foi cobrado entrada quando estivemos lá.

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Continuando nosso percurso, passamos pela Praça Julio Prestes e vislumbramos a fachada da Estação Julio Prestes, que abriga o Centro Cultural Julio Prestes. Pena que não tivemos oportunidade de conhecer a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. De certo, estará no roteiro da próxima visita.

O ensejo, neste momento, foi conhecer o exuberante monumento de Duque de Caxias na Praça Princesa Isabel, tomando uma água de coco gelada na esquina da histórica Av. Rio Branco, importante avenida paulistana que até o século XIX era conhecida como rua dos Bambus, rebatizada em homenagem a José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco. [Fonte: Blog do Ralph Giesbrecht; e FUNAG]

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Após o descanso tínhamos que retomar nossa jornada e dessa vez nos rendemos ao táxi, já que nosso destino era a Praça Charles Miller para conhecer o Museu do Futebol e só existia uma linha de ônibus e a esta altura já estávamos exaustos. O percurso de táxi ficou em torno de R$ 30,00.

Chegando ao Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, ou simplesmente Pacaembu, fomos recepcionados com um encontro de carros antigos e logo ficamos admirados com a entrada do estádio. Passando ao Museu do Futebol, com entrada a R$ 6,00 por pessoa, vivemos um organizado museu temático e interativo com muita tecnologia para contar a história do futebol no Brasil.

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Recordarmos momentos importantes das Copas do Mundo, relembramos vozes marcantes de narradores de futebol que escutávamos quando criança, aprendemos coisas sobre nossos clubes e, em especial, sentimos um pouco da força das arquibancadas com gritos e imagens das torcidas enquanto passávamos de um andar para o outro. Vale muito esta visita, roteiro certo!

Salão Duas Rodas – dia 11 (domingo)

cel.dav_28102015 2270O sol já começava a se arrumar para ir embora e nós [ainda que muito cansados] preferimos partir para o segundo dia no SDR. Pegamos outro táxi para o Anhembi, com o mesmo valor de tarifa, e iniciamos uma nova caminhada no evento. Neste dia estávamos sozinhos, pois todos os amigos já haviam retornado para Recife, então decidimos conhecer os stands menos conhecidos e para nosso espanto, encontramos dezenas de stands de chineses vendendo motos, peças e tudo que pudéssemos imaginar para as motocicletas. Não conhecia 1% das marcas que eles mostravam, mas os preços eram bem competitivos.

Bateria descarregada, era chegada a hora de descansar.


3º DIADia das Crianças

Segunda-feira, 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e também Dia das Crianças. Segundo dia das crianças da pequena Sophia que neste ano já entendia e estava empolgada com a data. O dia era dela, então, escolhemos passeios que unissem o desbravamento da cidade e atividades para nossa criança.

Av. Paulista

Partimos da Portuguesa-Tietê para estação da Luz e de lá, integração para a estação Paulista e pronto! Lá estávamos na avenida mais importante da terra da garoa, principal rota e centro econômico do Estado de São Paulo, quiçá do país, ícone nos encontros dos movimentos culturais e de entretenimento e a gente ali, admirados com tamanha imponência.

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Todavia, nosso objetivo, para além de conhecer, era encontrar atividades para a criançada, afinal, a Paulista fecha nos domingos e feriados, projeto “Rua Aberta”, assim, pensávamos que as atividades seriam desenvolvidas como acontece em nossa terrinha, no Recife Antigo. Mas, infelizmente não encontramos nada além dos passeios de bicicleta e feirantes no decorrer da avenida. Porém, foi muito interessante o passeio.

MASP

Andando mais um pouco chegamos numa estrutura magnífica e ao mesmo tempo apavorante! Como conceber algo tão grandioso suspenso por quase nada? Ícone da cidade paulistana, um monumento arquitetônico com um vão de 70 metros estendido sob quatro grandes pilares. Aproveitamos para conhecer o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o MASP.

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Pena que quando passamos não estava aberto. Sentimos também ao encontrar um espaço com muito lixo acumulado, pedintes, moradores de rua e jovens fazendo uso de drogas a poucos metros de dois policiais militares. Esta imagem não foi legal.

Entretanto, a beleza do prédio com o contraste da Avenida, entre ônibus e bicicletas, carros e pedestres, prédios moderníssimos e casarões históricos, concreto e natureza, nos mostrou mais riqueza que lástima. E neste momento reconheci São Paulo!

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Memorial da América Latina

Seguindo nosso passeio, descemos à estação Consolação com destino a estação República e de lá, através de integração, para a estação Palmeiras-Barra Funda com destino ao Memorial da América Latina. O Memorial é um centro dedicado ao fomento das manifestações artísticas, políticas e científicas dos países latinos. Um conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer que cumpre um papel importante na difusão da história e desenvolvimento dos povos latino-americanos.

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Neste dia acontecia o 1° Festival do Dia das Crianças no Memorial, evento que contava com diversas atrações e atividades gratuitas para a criançada. A Praça da Sombra dentro do complexo recebeu a garotada com uma programação super especial: parque de diversões, oficinas de artesanato, show de palhaços, oficina de maquiagem, troca de brinquedos. Sophia não se conteve em brincar no parquinho e aproveitou de tudo um pouco.

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Enquanto fazíamos um revezamento para acompanhar as brincadeiras da Sophia, pudemos aproveitar a Feira Cultural que acontecia no local, onde pudemos conhecer artesanatos e vestuários dos nossos países visinhos e degustar dos mais variados pratos e bebidas dispostos no Espaço Gastronômico e Espaço Latino Doce concentrados em Food Trucks e tendas de alimentação.

Tivemos, ainda, a oportunidade de visitar o acervo permanente do Memorial, único no Brasil a expor cerca de quatro mil peças de arte popular dos países Latino-Americanos, como, trajes típicos, máscaras, estandartes, instrumentos musicais, adereços religiosos e profanos, esculturas, entre muitas outras peças. Ainda estavam sendo exibidos filmes na sala de vídeo do pavilhão, mas já estávamos satisfeitos com o passeio e estava na hora de partir.

Até breve, Sampa!

Tínhamos nos programado também para uma visita ao Shopping Iguatemi para um final de tarde com uma programação toda especial no “Drive In Kids” com nossa criança, mas não deu. Nossa pequena estava exausta e pegou no sono. Já passava das 16h, então decidimos ir para o hotel para descansar, tendo em vista que deveríamos estar no aeroporto por volta das 21h e no outro dia tudo voltaria ao normal.

Ficamos felizes com os passeios realizados, as lembranças, experiências, fotos, tudo foi muito válido, mas ainda restou aquela pontinha de frustração por não ter conseguido aproveitar mais. Ainda existem inúmeros destinos badalados a visitar em São Paulo, como, o Parque Ibirapuera, a noite paulistana, o próprio Museu da Língua Portuguesa, o Catavento Cultural, o Teatro Municipal, o Zoológico [que foi muito bom não termos ido, pois a fila dobrava o quarteirão], enfim, destinos certos para as próximas viagens.

cel.dav_28102015 2290Também é certo que fiquei com a impressão de que a viagem foi completa porque viajamos com um objetivo, que foi o Salão Duas Rodas. Talvez uma visita apenas à cidade não nos deixasse tão satisfeitos. Por outro lado, talvez em outro período não tivéssemos a oportunidade de conhecer todos os lugares que visitamos. Enfim, indico o destino e o roteiro!

Este era um destino certo do Brasil que gostaria de conhecer e tive esta oportunidade. Todo meu planejamento foi feito com base nas informações da internet e com certeza esta foi uma das viagens mais proveitosas que fiz, especialmente em termos de programação. Lógico que tivemos que adaptar várias situações por estarmos com criança, mas mesmo assim não deixamos de aproveitar os passeios. Aproveite você também, vá a São Paulo!

 


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Apresentação

Relutei muito em começar a escrever sobre minhas aventuras em viagens e passeios. Muitos dos meus amigos questionavam o porquê que não fazia um blog para relatar um pouco das minhas experiências. Confesso que tinha vontade, mas também tinha certo receio. Inicialmente por achar que não teria competência e também tempo, ou melhor, que não empregaria o tempo necessário para encarar tal missão. Depois pensava que seria algo que exigiria muito estudo e dedicação para que o blog não apresentasse algo com pouca qualidade ou que não viesse a agregar valor aos interessados em viajar nas narrativas.

Pois bem! Aqui estou e ainda continuo com meus receios, mas a vontade de escrever, de registrar e de ajudar alguém sobre algum fato ou, simplesmente, contar o que vi e vivi dos lugares por onde ando é maior. Percebi que competência é a soma de conhecimento, habilidade, atitude e resultado; que o tempo necessário é relativo; e que dedicação é comprometimento.

Assim, consegui perceber que tudo que fizer com carinho, sinceridade, zelo e com afinco, reunirá valor ao que nos é importante. Pois, como diriam por aí: “o que vale é o que importa!”.

Trarei em um texto simples e descontraído muitas informações que, para mim, foram importantes nas viagens e passeios e ajudaram a desvendar os mais belos, interessantes e aconchegantes lugares Brasil afora, em especial aqueles lugarzinhos tão esquecidos pelo desenvolvimento mas que guardam um povo acolhedor e belíssimas paisagens.

Sou David Pessoa, motociclista, viciado em viajar e em conhecer novos destinos, adoro fazer passeios, conhecer as histórias da nossa gente e mostrar um olhar diferente sobre os lugares onde passo. Para isso, apresentarei um pouco das minhas experiências em “Roteiros de 3 dias”.

Seja bem vindo e volte sempre!